31/10/09

olha

está tudo tão caladinho, aqui na rua.

30/10/09

apesar de ser um gajo duro, muito duro


aquela parte do how is your sister and what of your brother, extend hellos to your father and mother faz-me sentir que ainda anda por aqui emoção, por baixo de tanto músculo.

29/10/09

alguém me explique esta merda dos saguins e o caralho

A minha palmeira é muito porreira, eu sei.
Mas no meu deserto tu foste o oásis que achei.
Tu ficas louquinha quando eu tiro a casca à banana.
Ficas tão tontinha que a tua cauda abana.

Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti.
Escondi um caixo debaixo da cama e comi, comi.
Minha macaca gira e bacana,
O teu focinho é que não me engana.
Pois se a macaca gosta de banana tu gostas de mim.
Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti.

Um orangotango transformou um tango num rock.
É a nova moda que põe portugal em amok
Quem foi ao ataque foi o ximpazé e o saguim
Minha macaquinha estao apanhadinhos por ti

Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti.
Escondi um caixo debaixo da cama e comi, comi.
Minha macaca gira que bacana,
O teu focinho é que não me engana.
Pois se a macaca gosta de banana tu gostas de mim.
Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti.

A minha palmeira é muito porreira, eu sei.
Mas no meu deserto tu foste o oásis que achei.
Tu ficas louquinha quando eu tiro a casca á banana.
Ficas tão tontinha que a tua cauda abana.

Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti.
Escondi um caixo debaixo da cama e comi, comi.
Minha macaca gira que bacana,
O teu focinho é que não me engana.
Pois se a macaca gosta de banana tu gosta de mim.
Como o macaco gosta de banana eu gosto de tiii,
Como o macaco gosta de banana eu gosto de tii (de banana!)
Escondi um caixo debaixo da cama e comi, comi
Minha macaca gira e bacana
O teu focinho é que nao me engana
Pois se a macaca gosta de mana tu gostas de mim
Como o macaco gosta de banana
Como o macaco gosta de banana
Como o macaco gosta de banana eu gosto de tiii



cantava-se assim, esta alegoria ao conhecimento



e ouvia-se muito, naqueles tempos doentios.

28/10/09

tudo o que você quis saber sobre o país das quatro amálias


da relação dialéctica state-specific do tutti-realismo escandinavo da década de quarenta às holísticas mamalhudas que vinham fazer campismo selvagem no pós vinte e cinco de abril. do soft-selling de móveis aos bocadinhos ao paradigma emergente de valorização do naipe espadas na sueca regular. aqui.

um vídeo é um vídeo, um vintém é um vintém e por aí fora

25/10/09

thin red line


atira ali nos dois cabrões atrás do bidon, vem um gajo a rastejar nas silvas à direita, quero mais balas, estou morto, já morri outra vez, esse gajo é nosso - cuspi eu a tarde inteira enquanto disparava uma pistolinha de bolas de tinta que espirra, com uma máscara futurista nos olhos, mas daquele futuro à michael j. fox, e um vergonhoso descamuflado nos ossos, em cenários que incluiam aviários desactivados e simulações tão bem intencionadas de aldeias somalis quanto os meus fiéis conhecimentos de aldeias somalis e de boas intenções enquanto critério poderão atestar com propriedade.
à noite, só percebi o que estava a fazer num serão de poesia a ouvir textos do jorge de sena, do alexandre o'neill e desses caralhos todos quando o homem que queria ser luís felipe cristóvão se pôs a recitar o nambuangongo meu amor ao som de um qualquer parente pobre da bossanova. com esta idade e o meu cérebro ainda protagoniza, sem danos de maior, movimentos gímnicos complexamente coreografados. aqui no meu sótão, sou agora um filho do coronel kurtz.

21/10/09

ser corno, mas com muita pinta


já agora, ouça-se a beber uma aguardente no alpendre. à chuva e a dar festinhas ao cão.

19/10/09

católicos, judeus e os outros lá da arábia: tomem lá a nossa maitê.

o lançamento da última obra de saramago, cujo título consiste numa genial representação onomatopaica de um cão a ganir, foi o pretexto para o autor lançar, de penafiel para o mundo, pequenas sementes para a destruição da bíblia enquanto livro que mereça a pena a gente ler, pelo menos se não gostarmos de manuais de maus costumes e de catálogos de crueldade, o que até nem é o meu caso. teme-se agora que as ideias anti-católicas de saramago se estendam a outros opinion leaders da cena cultural portuguesa, o que colocará em risco a nossa reputação de país de fado, futebol e fátima, pelo menos no que diz respeito ao terceiro efe.


talvez fado, futebol e favas com chouriço não fosse assim tão mau para o turismo.

18/10/09

até um filibusteiro merece acordar bem disposto


por isso, é só roubar aqui e pôr a tocar de manhã.

16/10/09

que la chupen, que la sigan chupando


deus, a maitê e agora o hoerl. a geração dos apoquentadinhos levantou a peida do sofá e já grita de indignação. eu nunca tive tempo nem raiva suficiente para me indignar com fé divéres (sou um inactivista), muito menos agora que acabei de comprar um jogo novo para a playstation, mas começo a achar que isto vai por um lindo caminho, vai vai. arranjem lá uma vida (ou o fifa 2010), pá.

14/10/09

lá está

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

13/10/09

I know that magic is an easy word to abuse

I've tried other words, but what words can I use?



12/10/09

caca de pombo


"Tornariam a fazer aquilo agora? O mais jovem pôs-se a quatro patas bruscamente, e o mais velho tirou-lhe o fato-macaco e lambeu-lhe a racha do cu e masturbou-se um momento e enfiou-lhe a picha no cu e os dois ofegavam: a cena pareceu belíssima a Salazar".
- Contra-Natura, Álvaro Pombo

o avô cool adoptado pelo mundo das artes espanhol, álvaro pombo, publicou um "sofisticado" livro e justificou ao ípsilon a pouca-vergonha da sua linguagem com o facto de, entre os homossexuais, não se ter inventado outra. Para mim, que até nem vou à bola com rabetas (às vezes até prefiro ir à bola sozinho), parece-me que a linguagem é uma coisa bastante democrática e lata o suficiente para traduzir os pensamentos de todos, panilas ou não. de qualquer maneira, fiz uma tentativa modesta de alterar as palavras do avô cool com a única linguagem que conheço e que, infelizmente, me limita bastante:

"Voltariam a executar aquilo no momento? o mais novo ajoelhou-se de repente e o mais idoso subtraiu-lhe a roupa de trabalho e sorveu-lhe o rêgo anal e bateu uma punheta num instante e introduziu-lhe o caralho na peida e ambos arfavam: o quadro afigurou-se lindo ao maior português do século vinte, que também era um bocado ditador. "

se o facto sugere a ideia, a ideia dirige a experiência e a experiência julga a ideia (Cláudio Bernardo), verifico humildemente que, embora trocando as palavras, o âmago do pensamento permanece porco, talvez um poucochinho mais leve, mas porco o suficiente para continuar intragável. o meu dicionário é completamente heterossexual (é da porto editora, mas talvez esteja na hora de comprar um petit larousse) e começo a acreditar no avô e na necessidade destes gajos inventarem rapidamente uma linguagem que traduza as suas porcarias sem incomodar a gente, e, até lá, irem publicando só em árabe e talvez em braille.

o avô também refere, no fim da entrevista, que muita gente se limitou apenas a ler as descrições das chupadelas. sobre isto não vou tecer qualquer comentário, mas continuo a achar os cegos e os terroristas mais preparados para estas coisas.

quem tiver cojones para ler o resto, faça favor.

11/10/09

my own private vitória autárquica


ver este panasca baixar a garimpa made my day.
made my day.

08/10/09

cool danado


era este ou um do antónio manuel ribeiro a beber uma mini.

06/10/09

sofistas cavilosos

alertada a minha consciência pelo blogue do maradona, fui espreitar o programa eleitoral do bloco de esquerda, esse aglomerado de sofistas cavilosos cantadores de vitórias antecipadas que andam para aí a tentar arranjar poleiro nas câmaras municipais mesmo depois do valente bochecho que o portas lhes pregou nas legislativas. fizeram a festa, pois fizeram, mas foi com a pilinha um bocadinho mais murcha que dançaram o sérgio godinho all night long.
para minha surpresa, o programa está bem esgalhado, embora sempre admitisse que dali poderiam vir coisinhas boas

dei por mim então a pensar que se estes rapazes se candidatassem cá na terra, não fariam da minha comunidade uma comunidade melhor, assim mais feliz. o manifesto está cheio de medidazinhas que davam aqui muito jeito:

o fim dos rodeos - todos os fins de semana há para aí uns seis rodeos à porta de minha casa. fazem um barulho do caralho até às tantas e de manhã é merda de cavalo por todo o lado.

promover os auto-cultivadores - porque o pessoal da agricultura já é um bocado velho para andar a cultivar a pé.

o enquadramento do estatuto do bailarino - dava jeito colocar num quadro bem visível (pode ser nas paragens de autocarro) a definição de bailarino (qualquer coisa como bicha que baila, ou assim) para as pessoas não andarem para aí a chamar-lhes os nomes que lhes apetece.

o ensino de linguagem gestual portuguesa - os putos, se querem mandar alguém para o caralho, devem fazê-lo com o dedo do meio estendido e os outros encolhidos, não é cada puto fazer como lhe apetece.

a eliminação do balde higiénico - ou pelo menos, a sua substituição de mês a mês. aqueles ali do jardim não são mudados desde o verão e agora só lá vai quem está mesmo à rasquinha.

o fim dos electrodomésticos que não sejam classe A - os meus são todos, mas faz-me sempre impressão ir beber uma cerveja a casa de um amigo e o gajo abrir o frigorífico classe B. parece que não vêm bem fresquinhas.

fim do uso de animais nos circos - nós aqui também já estamos um bocado fartos do circo ser sempre a mesma merda dos elefantes e dos tigres. uma vez veio cá um circo só de anões e o que a malta se riu.

a rede de corredores dedicados aos modos suaves - que é para os rabetas irem na faixa deles a conduzir devagarinho e um gajo não ter de fazer uso da linguagem gestual portuguesa a toda a hora para poder passar.

a reabilitação das zonas uraníferas - para mim uma acção decisiva para o bem estar do meu concelho, que já só tem zonas uraníferas empobrecidas onde nem sequer se pode fazer um pic nic sem ficar a cagar verde durante quinze dias.

a proibição da criação de chinchilas - sobretudo nas varandas aqui do prédio. embora eu goste muito de arroz de chinchila, não merece a chatice de andarem a cruzar esquilos com ratos, ou lá o que é.

o combate à cartelização dos retalhistas - os retalhistas daqui têm plantações de retalho disfarçadas de girassóis. vivem à grande, usam fatos brancos e óculos escuros e têm brutas mulheres, mas ninguém acredita que aquela riqueza toda venha dos girassóis. toda a gente sabe que mandam pessoal para os aeroportos com o retalho no cú para depois o venderem muito mais caro em miami e isso. muitos morrem porque o retalho dissolve-se, outros ficam tão agarrados ao retalho que nem queiram saber e há até mulheres que se prostituem por um bocado de retalho.

todas estas medidas (e mais os ovos free-range) constam do dito programa e quase me fariam colocar uma valente cruz à frente do símbolo do bloco no dia 11. e digo quase porque, em primeiro lugar, o bloco não se veio cá candidatar a nada e, em segundo, porque há uma verdade insofismável da qual nunca me esqueço:

03/10/09

2666, o borges e a minha mulher



ninguém verta lágrimas ou censure esta demonstração de sabedoria de deus, que com grande ironia me deu ao mesmo tempo os livros e a noite - escreveu borges quando foi nomeado director da biblioteca de buenos aires. eu, embora ninguém ainda se lembrasse de me nomear director de alguma coisa, também gosto de juntar os livros e a noite, um sintoma de proeminente maturidade intelectual e, sobretudo, de proeminentes problemas endócrinos que raramente me permitem juntar outra coisa qualquer à noite, seja ela aguardente, coca ou cola. assim como assim (a anáfora, por excelência), fui ali à bertrand do colombo trocar os olhos da cara pelo livro de que toda a gente fala com cinco estrelas na boca, as mil e tal páginas de um legado, a primeira obra-prima do século vinte e um, o livro que o borges não escreveu, a vida humana dentro daquelas páginas ardentes, o número dois do top de vendas, logo a seguir ao dan brown, que também tem um livro que o borges não escreveu, mas não tem festas promocionais à maneira e só está no número um porque é mais barato e, sobretudo, menos exigente em todos os aspectos, da quantidade à qualidade, presumo eu que não o li, nem sequer vi o filme (ou os fimes, não faço ideia). depois de um breve bife à portugália (este breve no sentido de pouco e mau) que me acompanhou nas primeiras duas páginas, trouxe então aquele obscuro objecto de desejo para casa, cheio de tesão intelectual, vontade de estar na moda e, last but not least, esperança que a minha amada esposa não o descobrisse e mo cravasse antes de eu o ler, embrulhar, e oferecê-lo no natal, depois de escrever aqui um post todo inteligente sobre ele. mas onde é que se esconde um canhanho daquele tamanho (a assonância, por excelência), como é que se lê às escondidas durante um mês numa cama de casal que embora grande não é suficientemente grande, ninguém verta lágrimas ou censure, mas não consegui e a minha querida mulher deitou-lhe as unhas, cravou-o com a habilidade emocionalmente chantagiosa das queridas mulheres que cravam e é ver mais uma demonstração inequívoca da sabedoria de deus que me vai fazer esperar até meados de dois mil e dez para começar e espero que, no máximo, em janeiro de dois mil e onze acabar de ler o dois mil seiscentos e sessenta e seis. nessa altura já todos os blogues terão escrito o que haverá para escrever sobre o bolaño, que já estará morto há muito mais tempo, e eu vou espetar aqui mais uma gaja toda nua boa boa boa, que este blogue chega sempre atrasado a tudo menos às gajas todas nuas boas boas boas.