27/02/10

ética criativa

Que você deixe a presença de Deus entrar em teu corpo e permita à tua alma a liberdade de cantar, dançar, orgulhar-se e amar.

Madre Teresa

sou todo alheio aos meus problemas técnicos

23/02/10

ártic-grafic poetry, here i am.

ponto prévio:

o poeta pode admirar o seu umbigo, pode escrever sob estado de possessão, privilegiar a experiência como pessoal, entregar pois o poema como testemunho do que viveu e não como um trabalho artesanal e impessoal sobre uma certa materialidade. mas não abdica e muito menos abjura do espírito crítico. e eu não só vou aqui revelar o meu primeiro poema, (que se me revelou quando estava aqui no computador, a estudar para um curso) como também faço já ali a seguir a crítica, que é positiva porque o poema é bom, artic-gráfic de uma forma geral:


maya gates sodomized in the garage
la femme pendant le menage
trinity milf loves the massage



real homemade amateur facial
extreme black whore anal
fat girl uses the vegetal



two girls in glasses suck a black
group cumming on wifes back
french lesbians in the bath



hot bulgarian in the motel
joyce come na buceta.




então o meu  poema artic-grafic tem elementos métricos muito fonológicos e acho que a estílistica casa muito bem com a semântica. filo e compulo em estilo pinheiro-invertido, onde a quarta estrofe, a epilogar, é  o vaso.
foi o inaugurar de uma estética , que o pessoal que só faz quadrados precisa de acordar. o conteúdo, o suco, é suficientemente intratextual para vocês.  optei, como um verdadeiro polemista, por um antíclimax que, aparentemente humilde, corta violentamente com as rimas precisas das três primeiras estrofes. era para ser um soco no estômago. acho que ficou agradável.






18/02/10

desta para melhor, acreditai

este homem é insano.



este homem é funesto.




este homem é rixoso.



este homem é culpado.



este homem é daninho.






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ESTES SENHORES SÃO BONS:





este homem é bom. foi porta-bandeiras nos escuteiros. disfarçou uma certa tendencia para o hermafroditismo com contínuos implantes capilares, que lhe puseram, entre outros, o rabo muito piloso, a acumular porcarias. engenhoso, adoptou as calças  puxadinhas para cima e aquela unha do dedo pequenino mais crescida para se coçar com descrição. é tão jovial que usou sandálias com sola tractor muito depois de fazer trinta. tem a renda por pagar num apartamento em odivelas mas já escreveu à senhoria. nunca faria mal ao crespo. se for preciso não dorme, só de pensar naquilo das violações.





este senhor é bom. apesar do hálito a old spice e o cheiro a whisky novo debaixo dos braços, estamos na presença de um homem plácido.  frequentador assíduo do delícias do mar, um pub ali para peniche, pede sempre a factura por causa do rigor. não gosta de perder nem a jogar ténis contra a parede. é mais de quebrar que torcer, parte muitas raquetas. ouve imenso os queen daquela fase da música do gladiador, trasmitem-lhe uma força que nos vai contagiar a todos. neste mundial, no próximo europeu e pela vida a fora. gosta de aparecer de pau feito à criada no seu pijama às riscas, muito fininho. só quer o bem dos professores.




este rapaz é bom. já escreveu um livro e tudo. no liceu chamavam-lhe o jóli mas fez-se à vida com empreendorismo a transbordar-lhe as bordas das algibeiras e o regozijo próprio dos vencedores. é muito de afagar a gaita em frente ao espelho ao som dos inxs porque tem uma gana que é rara na malta nova de hoje em dia. vai trazer-nos auto-estima da boa, a este portugal que anda tão carente. já comeu todas as mulheres do santana, carminho incluída. é conquistador mas não se vai pôr para aí a investir em comboios com o povo a morrer a fome.



o desgoverno tem os dias contados: para aí uns trinta ou cem ou coiso.

14/02/10

dia de são valentinho

portanto é comer castanhas, beber água pé e dar uma trancada na parceira. nada de putedo brasileiro e isso.

10/02/10

portugal, um diagnóstico social

em jeito de confissão, tenho gasto o pouco tempo livre que me dão a abordar os relatórios da organisation de coopération et de développement économiques, ocde, e a aprender francês em cassete audio.
e ando a lê-lo a ele, ao relatório, com olhos de ver, donc la conclusion é que portugal anda a perder terreno para os países em vias de desenvolvimento e, sourtout, para os países emergentes do bric, brasil, rússia, índia e china, que emergem, coincidentemente ou talvez não, imediatamente após a abertura de restaurantes brasileiros, russos, índianos e chineses, respectivamente ou talvez não, em todos os países desemergentes do brac, no qual o nosso se inclui com orgulho.
a nossa incapacidade de inverter uma tendência que já vem de mil seiscentos e quarenta não tem uma só explicação, isso ia contra a perspectiva holística que gosto de ter sobre todas as coisas, sejam elas os supramencionados relatórios ou qualquer amatrice salope qui aime le sperme.
 numa perspectiva multidimensional, diria que as causas são várias, mas correlacionam-se no mesmo efeito: não a propalada grecialização de portugal, mas, point de non retour, uma extremamente fodida senegalização do país de todos nós, que eu ainda amo, honestamente e de verdade.
e porque chega de abstracção, vamos aos indcadores, pois são eles que vos traduzem quantitativamente (titati) o meu discurso:


aumento da criminalidade violenta;





idosos entregues a si próprios;





elevado consumo de álcool per capita;






disfuncionalidade da instituição família ;





taxa de desemprego agravada;







emigração ilegal;








fraude económica;








prostituição juvenil e pedofilia;









pouca escolaridade e fraca mobilização para a cultura;








crescente influência do crime organizado em certas áreas;










consciência ecológica pouco desenvolvida;








aumento substancial no consumo de drogas;










baixa literacia;









colapso do sistema de saúde;










perda ou enviesamento do poder de compra;









alienação da sociedade/lack of realism;







alimentação inadequada e obesidade;








sistema de justiça enfraquecido;








graves lacunas no exercício de cidadania;








défice democrático na comunicação social;









fraca qualidade das exportações;




longe de mim querer estar para aqui a apontar culpados, nem é esse o objectivo. o dever cívico e um amor à pátria ainda maior que o do pedro mota soares conduzem-me a sentir que não podia, assim por exemplo, degradar-me todo neste carnaval sem deixar o alerta às gerações vindoiras. e pensar que ainda há gentinha que acha que isto se compunha com um orçamento de estado diferente. ignoram a estruturância dos problemas é o que é. cê çá.

07/02/10

tonight the vj saved my life

quem for um bocado sensível a mudanças de luz que se abstenha.




para ver/ouvir depois de cada um dos carvalhais-académicas desta vida. este fármaco para a alma é continuamente censurado no youtubo e noutras casas ainda menos recomendáveis, um certificado de competência da task force do search group do nosso staff team nesta joint venture que, com a motivação sempre nos píncaros, foi logo arranjar o bálsamo a outro lado. há um tomaz morais a servir-vos em cada um de nós, é o que é.

re-make re-model



esta casa é fã do senhor herzog. não estreia por cá mas olha, saca-se num instantinho. e admito que sim, roubaria uma mala, um carro, um filme, equelas coisas todas do anúncio do ministério da cultura. essa trupe gosta é do alvin e os esquilos.

06/02/10

perspicácia, motivação, liderança.

agora há que levantar a cabeça e tal.

05/02/10

podia guardar só para mim, mas sou muito vosso amigo



isto muda de música sozinho. é um truque que eu aprendi num curso.

03/02/10

a minha américa


los angeles por james ellroy





boston por dennis lehane






agora washington por george pelecanos. pois, um dos tipos do the wire.

um feliz aniversário para a editorial presença. destes muitos.

02/02/10

agora ainda vais tirar ilações e ver o que correu menos bem e a puta que te pariu



mas porque à sua estultícia o homem chama destino e tu não vais fugir do teu mesmo que quisesses muito ou soubesses ou percebesses alguma coisa seja lá de que merda for que se passa nessa cabeça. lá mais para o fim do ano, se deus quiser, dou-te uma moedinha. nunca vi ninguém tão estulto. e, logo por azar, rodeado de tantos estultos, foda-se.

01/02/10

eu sempre achei o mário um bocado exagerado

agora é isto, mas na américa já ele tinha a mania das grandezas.