1º - discovery - lp - os discovery são o rostam batmanglij mais um gajo dos ra ra riot com um nome esquisito. ouvir estes dois pilha-galinhas é capaz de pôr o bispo do porto a fumar erva em jejum.
2º - noah and the whale - the first days of spring - inquietante, efusivo, seio, visionário, divertido e terno. o noah canta o corno com tamanho despudor que nos põe a debitar adjectivos eventualmente intercalados por nomes comuns.
3º - the very best - warm heart of africa - é só música para embaraçar racistas.
4º - xx - xx - aqui está o disco perfeito para um gajo ouvir deitadinho na cama depois de se vir para a barriga de uma amiga qualquer.
5º - the pains of being pure at heart - the pains of being pure at heart - pegaram em todas as coisinhas que eu ouvia antes de fazer trinta anos e fizeram uma cassete em formato de cd. bem boa. uma basf com autocolantes prateados.
o prémio carreira vai para o vivaldi.
30/12/09
categoria livro do ano de dois mil e nove
vou começar imediatamente a ler o dois mil seiscentos e sessenta e seis. se não conseguir acabá-lo antes de dia trinta e um, o prémio de livro do ano vai para um qualquer do josé alberto carvalho.
28/12/09
categoria película do ano de dois mil e nove
hoje deleitei-me com o shotgun stories - histórias da cantadeira, a primeira obra do estreante realizador jeff nichols, que já nos vem habituando a películas fantásticas. acrescento que se a película fosse de dois mil e nove era sem dúvida a melhor película de dois mil e nove que vi em dois mil e nove. assim fica a distinção de melhor película de dois mil e sete que vi em dois mil e nove e o prémio de melhor película de dois mil e nove que vi em dois mil e nove vai então para o gran torino, que é de dois mil e oito mas estreou em portugal em dois mil e nove e isso para esta instituição é decisivo, não fosse este detalhe cronológico e venceria o distrito nove, esse sim de dois mil e nove e estreado no nosso país em dois mil e nove ou talvez os sacanas bastardos, definitivamente os sacanas bastardos que cumpre com tudo o que foi dito atrás mas com muita mais mística. é bom lembrar que esta instituição atribui o prémio de melhor película desde mil novecentos e quarenta e oito, ano em que foda - história de uma caçadeira, portagonizado por essa dívida que foi a amélia rodrigues, conquistou a destensão. e, tal como acontece todos os anos, se clicarem nos posters aí em baixo eles aumentam. desfrute, esta instituição é hd full ready.





agora a sério, o histórias de calçadeira é um vintage do caralho, para quem já não se lembra. o do nichols, não o do queiroga que ainda era a preto e branco.





agora a sério, o histórias de calçadeira é um vintage do caralho, para quem já não se lembra. o do nichols, não o do queiroga que ainda era a preto e branco.
27/12/09
interlúvio
houve aqui um dilúvio ou um ciclone ou o caralho que rebentou com as estufas todas e os postes de alta tensão e os pinhais e mais o meu serviço de internet. hoje é que o senhor da tvcavo veio cá arranjar isto portanto agora vou só pôr o porno em dia e depois já venho

e boas festas

e boas festas
22/12/09
olha olha quem vem para o sporten

quando ainda não tinha a certeza que o crespido e o chapisco eram nomes diferentes para o mesmo acabamento gratinado decorativo usado em paredes exteriores com o qual tenho convivido amiúde nestes últimos dias, já me punha a adivinhar isto.
21/12/09
toucinho no céu

morreu a brittany murphy, trinta e dois anos de idade e dois passos no oráculo de bacon. chamem-Lhe parvo.
18/12/09
isto não estava a ir pelo melhor caminho, hoje.
Primeira neve:
Bastante para vergar as folhas
Dos junquilhos.

Festa das flores.
Acompanhando a mãe,
Uma criança cega.
Monte de Higashi.
Como o corpo
Sob um lençol.

Ah, o passado.
O tempo onde se acumularam
Os dias lentos.

o haiku ocidental apresenta diferenças do tradicional japonês, principalmente no aspecto formal. naturalmente, a especificidade da língua japonesa (o léxico, a sonoridade , o próprio conceito de sílaba métrica e mais o caralho) inviabiliza qualquer reprodução fiel nas línguas ocidentais, surgindo mesmo distintas traduções para um mesmo poema. dificilmente, a língua portuguesa e a inglesa, por exemplo, conseguem adoptar com rigor a métrica de 17 sílabas, distribuídas em versos de 5, 7 e 5 sílabas, sem perder a fluência, a leveza, a naturalidade e mais o caralho que caracterizam o haiku japonês. Os haiku escritos ou traduzidos por ocidentais mantêm do original: a brevidade, a recorrência a vocábulos associados à natureza ou às estações do ano, a associação de percepções (sensoriais e emocionais), a divisão da estrofe em três versos e mais o caralho. A temática é mais abrangente.
Bastante para vergar as folhas
Dos junquilhos.

Festa das flores.
Acompanhando a mãe,
Uma criança cega.
Monte de Higashi.
Como o corpo
Sob um lençol.

Ah, o passado.
O tempo onde se acumularam
Os dias lentos.

o haiku ocidental apresenta diferenças do tradicional japonês, principalmente no aspecto formal. naturalmente, a especificidade da língua japonesa (o léxico, a sonoridade , o próprio conceito de sílaba métrica e mais o caralho) inviabiliza qualquer reprodução fiel nas línguas ocidentais, surgindo mesmo distintas traduções para um mesmo poema. dificilmente, a língua portuguesa e a inglesa, por exemplo, conseguem adoptar com rigor a métrica de 17 sílabas, distribuídas em versos de 5, 7 e 5 sílabas, sem perder a fluência, a leveza, a naturalidade e mais o caralho que caracterizam o haiku japonês. Os haiku escritos ou traduzidos por ocidentais mantêm do original: a brevidade, a recorrência a vocábulos associados à natureza ou às estações do ano, a associação de percepções (sensoriais e emocionais), a divisão da estrofe em três versos e mais o caralho. A temática é mais abrangente.
the thing
há três meses que tenho o período sem intervalo. o que devo fazer?
Carla, Coimbra - revista vidas, do correio da manhã
Carla, Coimbra - revista vidas, do correio da manhã
17/12/09
16/12/09
14/12/09
13/12/09
09/12/09
serviço público, com vírgula e tudo
estou com uma broa tal que nem consigo dizer pão com manteiga mas não posso deixar de anunciar que os outdoors da colecção natal dois mil e nove da intimissimi já abrilhantam as paragens das nossas camionetas e os túneis dos nossos metropolitanos. ainda não é desta que abalo para a suiça e abro uma pastelaria
08/12/09
música muito humana, de carne e osso, verdadeira e impura
o filho do lucas pires estava, topa-se à légua, sob o efeito de duas ou mais drogas boas e com uma tesão enorme naquele caralho, quando escreve a ode ao novo disco do samuel úria, baptizado (subtileza) eu nem lhe tocava - que título do caraças, meu - afirma jacinto. endinheirado como sou, fui logo comprar o disco à fnac e, à primeira audição, assaltaram-me sentimentos tão dúbios quanto mistos. em primeiro lugar a décima faixa veio riscada e eu deitei fora o talão de compra e vou ficar com o disco assim. em segundo gostei muito das cantigas mas não ainda não sei se vale todas aquelas merdas do é tão bom que devia ser proibido, e citações do drummond e brilhantementes, incrivelmentes e genialmentes e comparações com o zeca, o variações e o godinho (dois mortos e um moribundo - há que ter cuidado). a mim, que voto mais convencional que alternativo, soa-me um bocadinho a cantor de standares, o samuel. assim como uma diana krall mais polivalente e de buço mas boa à mesma. ou uma amália boa mas com buço à mesma e menos fadista, já que gostamos de trazer os mortos à conversa. prezo muito os baptistas e o ano passado levaram o meu voto para álbum nacional do ano com o magnífico material inútil dos pontos negros. o pior é que, depois de ler o texto do rapaz das barbas, que parecia mesmo sobre o obama, fiquei com a expectativa demasiado lá para cima, comprei o cd e pensei que o meu voto, este ano, ia para ali e ponto final, já o podia anunciar e os baptistas ganhavam o bi. vai-se a ver e ainda tenho dúvidas , à quarta audição, o eu nem lhe tocava continua sem conseguir ultrapassar o b fachada, que se mantém o melhor e mais apaneleirado disco português que comprei em dois mil e nove. também tinha a vantagem de não vir riscado. aguardemos, de qualquer modo, até final do ano, que eu farto-me depressa das coisas, o tigerman não esteve à altura e o império e o não arrastes o meu caixão são canções brilhantes, incríveis e geniais como o caraças, meu.
o que já está decidido aqui na casa é o videoclipe do ano categoria internacional:
na mesma categoria, mas nacional, o tigerman já ganhou, isto porque se exibiu melhor no plano vídeo do que no plano áudio, no qual não conseguiu preencher bem os espaços entre linhas.
aproveito para lançar também desafio à minha sogra para que, neste natal, opte pelo padrão xadrez nas cuecas que me vai oferecer.
o que já está decidido aqui na casa é o videoclipe do ano categoria internacional:
na mesma categoria, mas nacional, o tigerman já ganhou, isto porque se exibiu melhor no plano vídeo do que no plano áudio, no qual não conseguiu preencher bem os espaços entre linhas.
aproveito para lançar também desafio à minha sogra para que, neste natal, opte pelo padrão xadrez nas cuecas que me vai oferecer.
07/12/09
isto é tão detectives selvagens
look but, if these guys, if they're really so great, tell me, why can't they at least take this place and take it straight? why always stoned, like hippie johnny is?
o hippie johnny é um real visceralista e quem diz o contrário não percebe nada de real visceralismo.
04/12/09
animalário universal do professor revillod

primitivo branqueado de vida subterrânea da região de orinoco

estranho plumífero de belíssima aparência das costas arenosas

mamífero produtivo de corpo adiposo das selvas da índia

paquiderme formidável de natureza fleumática de florestas remotas

camelídeo resistente de porte majestoso companheiro do homem

passarão ruidoso de hábitos omnívoros de ambientes malsãos

espécime caprichoso de hábitos noturnos das zonas temperadas

cornúpeto esquivo comedor de erva do deserto de goli

ruminante aprazível de pele blindada das profundezas abissais

parasita glutão de movimentos ágeis do império celeste

pernilongo singular de corrida impetuosa dos bosques malaios
02/12/09
01/12/09
a propósito dos anónimos na blogosfera

acabei de me juntar à grande hola blogosférica pelo massacre dos despudorados anónimos que por aí pululam e vomitam sementes de ódio, pulverizando a integridade seja de quem for. jamais voltarei a utilizar o anonimato para o insulto e para a calúnia, jamais escreverei anônimo numa caixa de comentários só para pensarem que sou brasileiro, jamais espalharei a difamação generalizada de forma covardemente encapuçada. era muito fácil eu chegar aqui, garantir que o santana lopes anda a comer a carminho e não dizer que fui eu que disse e assobiar para o lado. a partir de agora, tudo o que neste blogue se escrever será com assinatura por baixo.
obrigado.
josé luís peixoto
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