29/11/09

touched by the hand of god

o dedinho do carvalhal é uma nuance, que mais tenho eu a dizer sobre o jogo do sportem, acho que se notam já ali algumas diferenças para melhor, os jogadores já não estão sempre em pânico a mudarem de sítio de cinco em cinco minutos já se sente o dedinho do carvalhal, o futebol é mais rotundo e, sobretudo, menos convexo. as substituições não tiveram o dedinho do carvalhal porque foi o rifa que pôs o postiga e o perinha e eu ainda não gosto muito do rifa, ainda não me convenceu. sobre o pedro silva não falo porque gosto mesmo muito dele em muitos aspectos técnico-tácticos e essa substituição teve sem dúvida o dedinho do carvalhal não venham cá falar de lesões do abel como se isso das lesões no abel fizesse alguma diferença. também vi um gordo com um chapéu de guizos de merchandaize do benfica daqueles à bôbo ou à joquer das cartas a fazer um espectáculo do caralho só por ter levado com um maço de tabaco vazio nos cornos como se um gajo que compra um chapéu de guizos ande com aquilo só para enfeitar a cabeça e não tenha o desejo de ouvir os guizos tocarem de vez em quando. e o relvado estava fofo sim senhor mas não desmereceu ninguém. e este relógio também é fofo, é das colecções filai e aposto que o jóquer gordo queria um se lho dessem.

27/11/09

o atum macaco errou

a imagem que deveria constar neste post era esta



e não esta



aos nossos leitores e a todos os visados, um sincero pedido de desculpas.

22/11/09

grupos de pertença

nunca convivi mal por ter o presidente da república mais parecido com uma mesa de campismo entre todos os presidentes de todas as repúblicas e ter um primeiro ministro que cheira a azedo e aqueles ministros todos e mais o durão e a ilga figueiredo e o madaíl e o caralho a representarem-me por tudo e por nada mas hoje tropecei em declarações do presidente da associação de adeptos sportinguistas e nauseei um bocado.

um breve olhar ao cenário: cortinados quilo americano, cadeira moviflor, parede de ripinhas e uma cana. uma cana, tísica como o caralho, com uma ervazinha a fazer festas na nuca. agora a roupa e não vou falar do fatinho esconde-caspa. só da gravata. da gravata e da camisa que se enterra pelo pescoço acima com o botão aberto para se ver a termo-tebe. e aquelas narinas que bufam. o duplo queixo em forma de rabinho de bebé áspero, que não esconde uma terceira bossa mais abaixo. e o olhar. um olho acima e outro abaixo numa genial semiose de quem não quer transmitir certezas. ou de quem adormeceu e só acordou de um lado. as narinas, que bufam novamente, têm pelos. e um pequeno sinal ou um pequeno excremento do lado de fora. a sobrancelha do lado que dorme é mais rapada do que a do outro lado. a orelha sugere uma bela chispalhada, a patilha é a descer, mas aposto que a do outro lado é a subir, mas mais inclinada. a boca aparenta nunca ter sido aberta senão para comer e oculta à vontade uma asa de frango assado de médio porte em cada bochechinha. é um facto inobjectável que tudo isto cheira muito a creme da barba e a croquetes de carne e a pequenas pichotas limpas a lenços de pano com iniciais e é um facto incontrovertível que não é este barril que me representa naquilo que tenho de mais burberrys: ser do sporten. bem sei que o mister agora é o carvalhal e o caralho mas até a associação protectora dos diabéticos deve ter um gajo com mais snobbery a representá-los.

para ouvir em concomitância com a masturbação da segunda-feira de manhã


no chuveiro, no carro ou com fones no local de trabalho, para o menino e para a menina. usar creme e deixar-se ir com o ritmo. enfim, soltar-se naquele sentido de abanar muito as ancas de olhos fechados.

16/11/09

oráculo de bacon com caril

depois de mais uma directa em registo neo-expressionista a tentar encontrar uma fenda no oráculo de que já todos falam, surge-me a aparição do testemunho coerente de toda a benevolência divina. com a serenidade e o rosto pensante de antonius block, o cavaleiro de det sjunde inseglet, e já a ouvir o canto dos pássaros ali na varanda encarei uma vez mais a máquina e dedilhei amrit dhaliwal. houve no céu um silêncio de meia-hora até o oráculo cuspir: the oracle cannot find "amrit dhaliwal." you have probably misspelled your entry, but it's also possible that the actor or actress you seek is not in our database. sorri, primeiro subtilmente enquanto avaliava a correcção ortográfica da minha proposta, depois ostensivamente quando cheirei o ko. who the fuck is amrit dhaliwal, queriam eles dizer, mas a malta da virginia é polida. rapazes, a amrit é todo um admirável mundo novo de bollywood com mamas que hoje se me revelou.

se o terrence malick tivesse alegorizado sobre isto associavam-na ao bacon em dois ou três passos. assim chucham-ma, que o vosso oráculo é mais ridículo que o do beline ou mesmo o de ching, este sim um bom oráculo.
ávido como um cão, viro-me agora para o estudo de actrizes indianas, continuando esta demanda infinita pelo sentido num mundo caótico.

15/11/09

rica prenda


é da maneira que fico com mais tempo para o oráculo de bacon.

14/11/09

oráculo de bacon


desde muito novo que defendo que a diegese de o último ano em marienbad é deliberadamente ambígua, nunca escondi que tenho uma predilecção mórbida de estimação por cineastas arménios (desde que dedicados à dissociação e ao voyeurismo) e quem me conhece sabe bem que para mim não há melhor definição de paródia do que apreciar lentamente o uso gracioso da profundidade de campo de hou hsiao-hsien, ou mesmo do mestre yasujiro ozu, enquanto mamo um tinto das beiras e um queijinho seco.
através de uma prenda intencionalmente ofensiva de um gajo que se diz meu amigo só porque partilhamos umas cabidelas e uma mesa de pool, tenho dedicado prazenteiras horas ao oráculo de bacon, que é um bom oráculo desenvolvido pela universidade da virginia e consegue relacionar o nome de qualquer figura do cinema com o kevin bacon em menos de seis passos. ainda não consegui apanhar alguém que se relacione com o bacon a mais de três passos, eu que devoro cahiers du cinema com a sofreguidão lasciva de um lampião a lamber os dedos depois de comer fritos. comecei mansinho com o telly savalas (2 passos até bacon), com o jet li (2) e com o bud spencer (2). irritei-me cedo e experimentei fintar de letra com o rebuscado schlitze, o anão microcéfalo que se veste de mulher no freaks de 1918 (3). Fui à reserva nacional de canastrões com a merda do rogério samora na cabeça depois de ler o i(3), o nicolau breyner (3) e o nosso anão microcéfalo nacional privatizado, pedro granger (3). investi pelo softcore-porno com a lolo ferrari (3), acelerei para o hardcore, convencido que os meninos da virginia ainda batiam punhos à pala da penthouse. a cicciolina (2) deu-me tantos quanto a tracy lords (2). e pronto, os meus conhecimentos de artistas porno cessam nos anos oitenta, quando decidi trocar a minha mão por mulheres giras na guestlist do meu alegre e bonito caralho. passei para o expressionismo alemão - experimentei rudolf lettinger, o doutor olsen de o gabinete do doutor caligari - (3) , puxei dos galões com jorge cherques (o detective elias de massacre no supermercado - 1968) - (2). voltei ao porno com o john holmes (2), acordei o zé do caixão, josé mojica marins (3) e desisti com o cantiflas. cantiflas was in pepe (1960) with jack lemmon who was in jfk (1990) with kevin bacon. dois passos. dois passos entre o kevin bacon e o cantiflas. já não há dúvidas que este é dos bons oráculos. como o do belini, que dá números de totoloto diferentes para cada signo todas as semanas, ou aquele que liga o miguel sousa tavares ao dengue em dois passos. no máximo.

08/11/09

uma singela pop-homenagem que, se fosse uma piada, era privada


como diria o bom poeta, é preciso estar muito vivo para hastear uma bandeira.

05/11/09

para o caralho com os xx e o noah and the whale

eu agora tenho 35 no saco e só oiço vintage

é oficial


a partir de hoje, estou mais para lá do que para cá.

01/11/09

dona socorro a jogar texas hold'em com as vizinhas


com o filho na selecção, já encomendou um centro de mesa a sério. aquilo amarelo a pilhas vai voltar para a gaveta.

joão pereira, dá-me a tua camisola

O homem absurdo é aquele que nunca muda.