03/05/11

um mês, sete críticas aos vídeos - a resposta da alma ao chamamento da batida

ao bater do batuque, mesmo poderio do ritmo, aquele. mais tantas sençasões. por apatia recebe-as (não as acolhe) e não as reconhece. recebe África.

samuel pinto buaka, natural de acácias rubras, luanda, angola, filho de um cabeleireiro de salão e de uma mulher anconada à nascença é o artista que nos traz cá hoje à rubrica.
(nota de redação: uma mulher anconada é uma mulher sofreu uma leve mutilação genital feminina - não confundam com as amputadas, que era quando as tribos arrancavam as conas às putas por causa de darem mau aspecto nas ruas)


biograficamente não há muito a dizer sobre o samuel. sabe-se que era "abusado" pelo avô, francisco pinto buaka  ("chico buaka"), que o costumava enrabar enquanto segurava um maple nos dentes.
mais tarde esse avô veio para portugal fazer anúncios da pasta medicinal couto e o samuel quis vir com ele, mas o chico buaka já se tinha fartado daquilo e estava arrependido e agora queria era copos e sair dali sozinho "vou para portugal fazer anúncios, ver jogos do benfica, e apanhar no cú, para me redimir daquilo do meu neto".

quanto ao nosso jovem, anos depois, foi notícia o seu rapto por "chineses com vício de homens"que gostavam, portanto, de lhe rebentar o cú com aquelas pilas pequenas mas tremendamente laxivas, hirtas e numerosas.
a new musical express escreveu que foi lá, cativo dos chineses e a sofrer do síndrome de estocolmo - um estado psicológico muito particular - , que compôs o seu maior hit, este aqui da rúbrica.
samuel depois fugiu para a américa, adoptando o nome de samwell.

sobre ele, lá em sao francisco, escreveram: o rock, a trechos, retorna ao ritmo. o ritmo é sempre um retorno, ao ventre, à África, ao mais puro rock.samwell regressa com um novo orgulho, consciência feroz de se enfrentar, pronta para a batalha primordial da dança. a melodia pode parecer fútil, ornamento como de porcelana, frágil e artificial. tenho de interromper.






regressando, samwell tem a chama, o êxtase físico, o levantamento espiritual.
quem vê, neste vídeo que apresentamos, enlevo ou simples devaneio, só poderá ser um frívolo musical que, se um dia for raptado, não se vai identificar com os seus captores e estes vão-lhe cortar as goelas de certeza.
samwell é essencial como um dançarino rodopiante entre uma multidão de sobretudos cinzentos. este vídeo é bruto como uma palmada na nádega por trás no meio de uma maré tímida de beijinhos nas bochechas. usufrutem:



Samwell - What What (In the Butt)



um tinto elegante e consensual que nos merece quatro astriscos (****). Carrega Samuel!




QUIZZ MAIS DIFÍCIL, SÓ PARA OS MELHORES


Que outro artista de etnia africana, de apelido águalusa, foi igualmente abusado por um grupo de cidadãos de raça chinesa em pleno verão quente de 1985?

Nota sobre concursos anteriores: aguardo o térmitus da votação sobre o concurso do tríptlico para atribuir o prémio. no outro quizz, não vou aceitar "john sena", porque não vem no google e porque parece ao meu instinto que a "anónima" e a "filipa" são uma e só pessoa, provavelmente um homem habituado a esquemas para ganhar concursos. sem fazer qualquer apelo ao voto, espero que votem massissamente nos outros candidatos para não ter que ir comer com ele.



01/05/11

sete dias, sete críticas aos vídeos #1

o john mau, para um autista relativamente agudo, faz uma música bastante aceitável, porque é ridícula e solene.  este cantor, que, vê-se pelo nome, é da família do john dos passos (virem os dois da américa não é uma coincidência) ele quer-nos fazer acreditar que ele acredita (o beliver do título) que as pessoas o vão levar a sério, um dia qualquer. se calhar algumas pessoas que não puderam aprender inglês e nunca tiveram conhecimento de que ele padece, e muito, do autismo, podem ser enganadas e achar que está ali uma grande coisa e levá-lo a sério.
para os outros de nós, o que nos chama à atenção são só as belíssimas imagens de bruce lee, forjadas na bigorna retro de um dispositivo vídeo lendário e já bastante antigo cujo nome é.
o resto é matéria para o programa do salvador.
vai fundar a casa do autista, john!




o meu teclado não faz estrelas, portanto, de zero a cinco, este vídeo com música vale dois asteriscos (**)


QUIZZ DE ÚLTIMA HORA !

Que outro americano famoso, sem ser o notável artisto-novelista do século vinte e este nado-morto ao piano do século vinte e um, tem um nome que começa por john e acaba com uma palavra escrita em português, tal como passos e maus?

Quem souber a resposta certa vai com o vencedor do concurso aí de baixo comer. vamos os três.

26/04/11

vamos votar no concurso!




nesta casa que, uma vez mais, é um blogue, nada é devido sem ter sido anteriormente prometido. como tal, vamos votar na poll que se encontra do lado esquerdo do vosso monitor que, dado o refluxo de estarem virados para o próprio, se encontra afinal do lado direito, que é o lado do vosso coração quando se vêm ao espelho. após isto devem seguir o raciocínio imediatamente oposto e clicar no lado esquerdo do rato, que estando de costas para vocês, se encontra mesmo do lado esquerdo, na frase da vossa eleição.

recontextualizando, o tema a concurso era "dar um nome a um tríplico", tríptlico esse que se encontra uns posts abaixo deste que agora estão a visualizar. as posições abaixo e acima não se invertem quando nos encontramos a visualizar para um monitor, ou mesmo quando nos ejaculamos de encontro a um espelho, pelo que tendes efectivamente de chegar o rato para voz próprios. notai que se afastardes o rato de voz, verdes que a setinha (o curseur) se moverá no sentido ascendente, para cima. isto assim falado até parece difícil, mas não.

esta explicação toda não é de todo despicienda, visto tratar-se de um tríptlico que continha em si a pessoa do professor merdeiros, pessoa esta que tem sentimentos conflituantes em relação às mais básicas noções de lateralidade e comprimento. ao vermos os olhos do professor, não nos devemos esquecer que nem todos somos iguais, mas tal facto não nos impede de uns de nós sermos melhores que outros de nós em coisas. o mundo é assim. do mesmo modo,  não devemos olhar demasiado tempo para os olhos de pessoas como o professor merdeiros, sob pena de nunca regressarmos.

as frases em concurso não estão em epígrafe, mas na parte debaixo do supracitado post, onde reside uma caixa de comentários. como estas indicações anteriores  podem estar feridas de ambiguidade, deixa-se infra (em baixo, sub) uma versão abreviada das mesmas:

sem mais demoras, a versão abreviada supramencionada encontra-se infra-aqui:

"Esmegmas Manuais de Outono: PEC V." de "triângulo felpudo".

"triptico com vesgo ao meio(...)  manicure. outono." de "eletricista auto".

"tríptico com observador ideal (...) vomitar o jantar de há três dias" de "anónima".

"nunca mais (...) cá venho" de "filipa"

"(...)" de "tolan"


esclarecimentos dos júris: a despeito de o "tolan" não conseguir inventar uma frase, os júris deliberaram que poderia concorrer sem frase. a de a "filipa" omitiu a palavra outono, mas os júris deliberaram que não tem importância, porque se deve ter esquecido, o que acontece.  os júris deliberaram que não podem votar porque acham que as frases estão todas boas e não fazem destrinça, mas sempre podem aconselhar as pessoas votantes a votar no candidato certo, aquele que dê mais coisas aos júris pelo mail que está lá em cima (afastem outra vez o rato de vocês em direcção à parede e é lá, do lado direito de quem está virado para o moniteur). vistes, pegaram-lhe o jeito! o professor merdeiros não consegue com rato, tem de fechar os olhos e depois faz tic tic com uma palhinha na boca num monitor especial que o técnico lhe ofereceu. é aquela conversa das pessoas melhores que as outras, como aquele programa do salvador.


relembro que o vencedor terá direito a um vastíssimo prémio. nunca se esqueçam: votar em consciência é votar usando as qualidades da mente.


 













23/04/11

o triste atropelamento dos procissores de amarante ocorreu há uma hora e cinquenta e dois minutos e já está aqui comentado. a partir de agora vai ser assim.




com o devido respeito, que é elevadíssimo,  pelos mortos, pelos feridos em estado crítico, pelos feridos em estado grave e pelos feridos em estado ligeiro e pelos procissores de amarante e religiosos no seu geral, o exemplo daquela pessoa  que, ao travar "muito em cima deles" (a figura da linguagem que escolheram não foi a mais feliz, porque estavam em trauma a falar para a televisão) naquela estrada conhecida, sinuosa, estreita e de grandes tradições religiosas , arruinou completamente uma operação páscoa da g n r que prometia números de mortos e feridos críticos e graves e ligeiros  bastante ligeiros, pelo menos até à sexta-feira santa de ontem era assim, fez-me lembrar, em concomitância  (uma palavra que é muito parecida com tontons macoutes, os polícias do tahiti) fez-me lembrar, dizia eu, alguns valores das escrituras e aquela história do fernando nobre ter visto uma criança atrás de uma galinha para lhe roubar o pão de bico, que também me fez muita impressão, chegar ao ponto de uma criança fazer de raposa, não sei, se calhar nem foi ele que viu, contaram-lhe e ele exagerou só para ter mais interesse . actualizarei isto ao segundo, quando tiver mais conclusões.




12/04/11

dê um títelo ao trítico, incluindo obrigatoriamente a palavra "outono"


colóquio na caixa de comentários destinada para o efeito e habilite-se a ganhar uma refeição paga por mim, incluindo obrigatoriamente "pudim" e "café", ou então uma viagem a paris. quantas mais frases mandar, mais hipóteses tem de concorrer.










 


passei as últimas duas noites, a pôr tracinhos pretos nisto, de directa. eu gosto, espero que gostem também!

08/04/11

07/04/11



























06/04/11

poque estou com trabalho

telefonaram-me agora a dizer que as pessoas não conseguem meditar como deve de ser naquilo dos cavalos e das zebras, só que  daqui até ao pentecostes não vou conseguir pôr muito mais do que uns filmes de rir da europa setentrional ou eventualmente algumas mamalhudas que vá encontrando aqui no disco. depois mais tarde já me sobrará tempo com certeza para vos dizer coisas importantes sobre o velhote do masp que chamou conúbios aos portugueses  o roberto e um livro que ando a ler, é questão de tentarmos  todos aguardar.

30/03/11

tlue blue

a coliquação de alberto pimenta muito adaptada por mim e mais o livedo racemoso e uma lição minha no fim

um dia ao acordar viu que tinha uma ferida no braço mas não se lembrava de se ter entalado...













no dia depois ao acordar viu que tinha uma ferida nas costas mas não havia razão para serem escaras...














no dia a seguir ao acordar viu que tinha uma ferida pelas nádegas fora mas não tinha passado muito tempo sentado...















a ferida alastrou e cobriu-lhe o corpo todo e a cabeça toda e passadas umas semanas era como um pêssego podre sem caroço mas da mesma cor e cheirando tão mal que a alma o abandonou definitivamente...

















O LIVEDO RACEMOSO TEM CURA!
SE ATENDERMOS A ESTA SENHORA, VEMOS QUE DANTES TINHA LIVEDO RACEMOSO NAS PERNAS E NOS BRAÇOS, MAS HOJE TEM AS COSTAS PRATICAMENTE IMPECÁVEIS! É VER PARA QUERER!








quero-vos ainda lembrar que todos sofrem. de uma forma outra, ninguém passa pela vida sem sofrer. o sofrimento é inerente ao ser humano de uma forma absolutamente total. a vida é uma escolha boa. estar nela é um bonito privilégio, não é uma frutilidade como por exemplo o dinheiro. esta senhora de cima, sorrindo ou chorando, escolheu que vale a pena viver. tem lembranças doces, alegrias, amor, já apanha sol e lava as cuecas. a vida não é só felicidade, é aperfeiçoamento.







29/03/11

22/03/11

é assim, perdi o apetite todo a ver esta imagem. o joaquim agostinho também morreu hoje, era um ciclista do regime com 91 anos, e tive pena, mas não ao ponto de me deixar abater. agora com isto, digo já que não como desde as seis horas.



apetece-me fazer um poema e deixar-me chorar, chorar, chorar até os meus olhos secarem e ficarem como salinas secas das minhas lágrimas serem tão salgadas ao ponto de, elas próprias, secarem. mas a melancolia traz com ela a inacção e então não vou fazer nada, apesar de ter aqui uma intuição que me diz que havia de ficar um poema bom.