31/01/10

olé ou a aliteração porém poria e o polissíndeto das das da dos num só parágrafo.


há um realizador que me dá um galo do caralho e a quem eu concedia, em plena palermice da juventude, que me estragasse quase um fim de semana por ano.
agora que estou mais maduro (aka viçoso), fisica e intelectualmente, sobretudo estúltimo, a autenticidade do cinema (como se o titanic fosse menos autêntico que o europa - não foi, já lá chegarei) só entra no meu discurso quando o meu companheiro de cabidela às sextas, defende o indefensável. e os filmes do larstrier (propositadamente sem von nem espaço, aceitem o contributo) são tão indefensáveis como um livre de sete metros de qualquer internacional franco-preto desse desporto tão sofisticado que é o hand-bol.
a propósito desta nova plícula, o lastrier confessou que surgiu como uma espécie (ou um espécime, agora escolha) de exercício de desbloqueio face a uma depressão (ou despressão, como seria mais adequado se o auteur se soubesse expressar). e retrata o inferno da culpa de um casal que se refugia na floresta após a morte do filho.
sobre a autenticidade, estamos conversados. alguém viu o eric clapton ocasionalmente a foder numa cabana quando o filho se atirou da janela? é isso que os casais fazem nas suas cabanas na dinamarca depois do suicídio dos seus mais novos? creio muito e acredito ainda mais que não.
o que mais gostei no titanic (já cá chegámos)  foi ver as pessoas fazerem exactamente o que eu faria se o navio que me levava ao ártico chocasse contra um glaciar. o larsvon, porém,  poria (olé) a cate winsleit a masturbar-se na popa do barco e o pessoal que pensa como o meu companheiro de cabidela rejubilaria com a derrota das massas da opressão das maléficas fórmulas dos grandes estúdios (olé). 
agora as mulheres, porque afinal disso se trata em qualquer filme deste sobrevalorizado idiota. tenho uma forte convicção que o pessoal do blogue das mamas concordará comigo aqui. e que o meu amigo da cabidela, que se sente legitimado a mamar gins tónicos em barda só porque já chegou a sexta-feira, discordará de mim aqui. o larstrier é, himself, um erro de casting que se reproduz. atestemos nas suas mulheres: a emily watson, a bi-ork, a nicole kidman e a charlotte gainsburg, só para nomear as que me lembro. todas elas sofredoras. todas elas de mamas pequenas, como que por castigo. a ingmar bergman (e que categoria têm os filmes dela), podem ver aqui, pelo contrário usava a livulman e outras fufas com tetas tão grandes que, entre uma e outra, caberiam sempre frigideiras a voar.
 e o que é que o vontrier faz com elas, as mulheres (agora convém esquecer as frigideiras.)? põe-nas a sofrer, que o gajo é um austero. no filme sofrem e na rodagem sofrem. a malta amiga do meu amigo re-rejubila. é de artista pôr as gajas a sofrer. o tó-pê devia aprender. a soraia não sofre, logo o filme não presta. é assim que se mede um filme, caralho? pois não. e eu mais depressa vou ver o bela e o patarazzo do que o anti-cristo, que também se vende legendado ali nos gitanos.

deixo-vos, a propósito de gitanos,  um apontamento excertado do el berto, também ele muito dado aos polissíndetos e a tudo o que de bom a vida tem para oferecer, que consubstancia mais cabalmente aquilo que aqui tentei dizer para bem de todos vós, vastos leitores.
e que alegria me dariam se, em vez de andarem a engatar-se uns aos outros, elogiassem este magnífico poema na caixa de comentários, mesmo que de forma singela.

o fogo a seiva das plantas eivada de astros

a vida policopiada e distribuída assim
através da língua... gratuitamente
o amargo sabor deste país contaminado
as manchas de tinta na boca ferida dos tigres de papel

26/01/10

mas os outros também são todos óptimos

se eu tivesse que escolher três blogues escolhia este, este e este.

25/01/10

como é que gostas dos teus ovos, faisal?


já tínhamos o bo, um cão de água português (variante preto) como mascote da casa branca e eis que aparece agora o faisal, um cão de água português (variante acobreado) como mascote dos muçulmanos.
antigamente comprávamos a neutralidade com volfrâmio, que tinha muita mais verve,  mas andámos a depauperar as minas, aquilo deixou de dar para o ganha-pão do mineiro e maneira que agora olha, é assim, com cães de raça boa.

nota: o cão das aventuras da isabel alçada era o faial, não tem nada a ver com  faisal, que é ex-actor de hollywood e mais uma série de merdas que só nos envergonham. mandámos o cão certo, não se preocupem.

22/01/10

então e não se via logo que ele tinha um distúrbio?


queimava o paulinho com cigarros, que eu sei.

20/01/10

retributo - posta com três hífenes

passou-nos a todos pela cabeça a reedição do angola-mali no carvalhal-mafra desta noite. não obstante, aqui fica uma bela exibição do miguel gelpi ao contra-baixo.



18/01/10

com que então era parvo, o mais recente inquérito desta casa



não subestimastes vós, leitores, a doxa alheia? como em qualquer plurocracia boa, podeis informar-vos aqui ou aqui. e admitir, já agora, que é a isca que engana, não o pescador que tem a cana.
olhai o inquérito ali em cima à direita, adivinhai quem votou não e louvai a episcopal clientela do espaço que vos acolhe.

16/01/10

clara pito correia e o coito sintético


eu cá gostei muito de ver as fotos da clara pito correia a foder fornicar com o marido pedro palma, mas gostei muito mais da entrevista que ela e o senhor que a fodeu cobriu prestaram ao jornal i de hoje porque assim a gente não se foca tanto na forma e penetra mais no conteúdo. é porque a forma de uma fumadora que vai fazer cinquenta anos já não me atrai assim tanto, talvez porque um fumador na casa dos trinta prefira não fumadoras brasileiras na casa dos vinte, não sei, mas uma entrevista a uma bióloga fodilhona atiçada e um jornalista fodilhão rebarbado sobre o mesmo assunto é coisa que sempre me entesou fascinou, sobretudo se o assunto for estarem a foder amar-se e a tirar fotografias ao mesmo tempo para a seguir irem fumar um cigarrinho e montar montar uma exposição. diz ele que "pensámos também num livro para completar a instalação mas não ficou pronto a tempo" e digo eu que ainda bem que não ficou pronto a tempo porque fotografias com gajas a gemer e a lamber ler livros ao mesmo tempo parece que não combina, mas quem sou eu para estar a dizer à malta da cultura se sim ou se não, pensassem eles num burro rotweiller ou em qualquer outro elemento do extreme expressionismo germânico, se o pessoal adere não sou eu quem vai pôr em causa o relativismo cultural, que sou mais tesão e menos erudição. o senhor palma diz também, a certa altura,  que "não me atreveria a fazer uma proposta destas a alguém que me pudesse achar um tarado sexual" e que a clara "pôs-se logo no papel de mulher possuída". ora a clara, na página anterior e sobre o mesmo tema, advoga que "o joão pedro falou-me desta ideia no primeiro dia de namoro, no miradouro de santa catarina", o que me leva a crer que perdi algo muito especial nesse dia, eu que até vou muito a esse miradouro e nunca vi um gajo pedir uma gaja em namoro e já agora para lhe deixar tirar umas fotografias enquanto a fodia comia e a gaja dizer sim, quero muito namorar contigo e pôr-se logo toda possuída, presumo que de gatas e a abanar a peida, que é o que eu tenho visto as gajas possuídas a fazerem, sobretudo as que são possuídas à minha frente, ou de costas para mim. outra das coisas que me fez um bocadinho confusão e muito medo de envelhecer foi quando o pedro disse que na primeira sessão deitou duas mil e tal fotografias para o lixo. a clara esclarece (passe a redundância pleonástica) que "ninguém devia fazer comentários antes de ver a exposição mas somos impotentes". dois impotentes a tentar tirar fotografias enquanto fodem se tomam é uma despesa. uma ideia seria tirarem fotos a outras pessoas, que conseguissem pô-lo de pé à primeira, vá lá, às dez primeiras. duas mil e tal é um excesso. perseverança de estetas, creio. o pedro assume mesmo que perdeu "várias noites a estudar como é que tecnicamente podia concretizar o projecto". um gajo acha que já domina o esquema, que é só pô-la lá dentro e tal e quando menos espera a idade começa a pregar partidas e tem de se de voltar a estudar o que é que se põe, onde é que se põe, para que é que se põe, ocasionalmente, o caralho.

a clara, a páginas tantas (não são assim tantas, são a quarenta e um e dois) diz que se isto se passasse nos estados unidos, haveria mais visitantes, um alerta forte, digno de cientista avessa ao plágio, ao facto de continuarem a haver muito mais americanos do que portugueses no mundo e assim não irmos definitivamente a lado nenhum, já nos bastava o défice e o desemprego para nos sentirmos menos que os outros. também se queixa da porcaria que começou a sair na internet, tanta ordinarice a propósito do que o marido define como "usar a minha experiência para sintetizar todo um coito em vinte fotografias". por mim, aficionado de longa data do coito sintetizado, sou todo a favor. quem quiser ver, "sexpressions" estará no centro cultural de cascais das dez às dezoito horas. a entrada é grátis. já paguei menos por coisas melhores mas admito que serenidades muito grandes e dádivas a propósito da cristalização de estados de paixão não são o meu forte.

irmãs marlenes


as mamas das rutes marlenes são as quatro iguais. as  mamas das filhas da cinha jardim também eram as quatro iguais e também são iguais às quatro mamas das rutes marlenes. isto sou só eu a supôr mas se a playboy não usa aqueles programas tipo powerpoint para disfarçar borbulhas, ocasionalmente e o caralho, vou ali e já venho.

15/01/10

excepcionando ocasionalmente o caralho

este será um blogue livre de asneiras.

12/01/10

hoje vi isto em directo


não é só o rafael. qualquer jogador africano insiste em atropelar, com espectacular regularidade, o bom senso em nome de um objectivo.
a can dá até dia 31 na eurosport e é já o meu programa preferido.

11/01/10

09/01/10

do contra.


contra é o novo álbum dos vw e já está nas bancas, que é como quem diz que a corrida para a banda mais influente da década de 10 tem o primeiro camisola amarela.

05/01/10

simone de beauvoir


a joana amaral dias agora tem um blogue e eu vi-me obrigado a pôr um post assim todo feminista. embora continue a achar que o melhor movimento feminino é o movimento da anca quando é visto assim por detrás, leio muito a julia kristeva e deixo sempre uma gorjeta grande às putas no dia internacional da mulher.
no fundo, e para ser mais sincero, confesso que insisto numa liberdade desmedida face ao sexo oposto, mais concretamente numa atitude de desleixo e apatia que não se coaduna com ideais de humanismo e de respeito ao próximo.
mas evito objectualizar, nem sei muito bem dizer a palavra.

04/01/10

este blogue vai de vento em pompa


estava agora para aqui a ver e o rui santos é muito parecido com o joe satriani.